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NOTÍCIAS - HIDROVIA

Hidrovias e São Francisco

As hidrovias são caminhos pré-determinados para o tráfego aquático. É bastante usada em países desenvolvidos para transportes de grandes volumes a longas distâncias, pois é o meio de transporte mais barato que rodovias e ferrovias.

No Brasil, apesar das grandes bacias hidrográficas existentes, as hidrovias não são muito utilizadas. O país optou por transportes rodoviários construindo grandes rodovias paralelas a locais navegáveis que diminuiriam o custo dos transportes.

Grande parte das bacias Amazônica e do Paraguai são perfeitamente navegáveis, mas em alguns trechos há a necessidade de correções para a utilização. Outro fator que contribui para a pouca utilização das hidrovias brasileiras são os custos cobrados por tonelada no embarque e no desembarque que aumenta em cinco vezes o valor dos transportes em relação aos países desenvolvidos.

Em 1980, foram elaborados projetos para o desenvolvimento da navegação fluvial no Brasil, mas somente dez anos depois começaram a trabalhar nestes projetos. O Brasil tem mais de 4.000km de costas navegáveis e milhares de quilômetros de rios, os trechos mais importantes estão no sul e no sudeste do país.

Principais hidrovias
Hidrovia Araguaia-Tocantins (Durante as cheias do rio Tocantins, o trecho navegável atinge 1.900km e no rio Araguaia atinge 1.100km); Hidrovia São Francisco (É a mais econômica ligação entre o centro-oeste e o nordeste, sendo totalmente navegável em 1.371 km. O principal trecho está entre as cidades de Pirapora-MG e Juazeiro-BA); Hidrovia da Madeira (O rio Madeira é um dos principais afluentes do rio Amazonas. Em obras, a hidrovia permitirá a navegação noturna); Hidrovia Tietê-Paraná (Permite o transporte de grãos e outras mercadorias do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Possui 1.250 km navegáveis, divididos em 450 km no rio Tietê e 800 km no rio Paraná); e Hidrovia Taguari-Guaíba (É a principal hidrovia em cargas transportadas. Possui terminais intermodais que facilitam o transbordo da carga).

São Francisco
Com 2.800 km de extensão, e drenando uma área de aproximadamente 641.000 km2, o Rio São Francisco nasce em Minas Gerais, na Serra da Canastra e desemboca no Oceano Atlântico entre Sergipe e Alagoas. Apresenta dois estirões navegáveis, o médio, com cerca de 1.371 km, entre Pirapora-MG e Petrolina-PE/Juazeiro-BA e o baixo com 208 km, entre Piranhas-AL e a foz.

De Juazeiro-BA/Petrolina-PE até a cidade de Santa Maria da Boa Vista-PE, em um trecho de cerca de 150 km, as condições de navegação apesar de não serem ideais, em vista do grande número de pedrais, podem ser adaptadas com obras civis hidroviárias, tornando o trecho seguro à navegação.

As partes extremas, superior e inferior da Bacia, apresentam bons índices pluviométricos, enquanto os seus cursos médio e submédio atravessam áreas de clima bastante seco. Assim, cerca de 75% do deflúvio do São Francisco é gerado em Minas Gerais, cuja área da Bacia ali inserida é de apenas 37% da área total.

Os principais afluentes do rio São Francisco são: rio Paraobeba (MG), rio Pará (MG), rio Abaeté (MG), rio das Velhas (MG), rio Jequitaí (MG), rio Paracatu (MG), rio Urucuia (MG), rio Verde Grande (MG/BA), rio Carinhanha (MG/BA), rio Corrente (BA) e rio Grande (BA). Os principais, em termos de navegação, são o próprio São Francisco e os rios Grande e Corrente.

A navegação fluvial é praticada, de forma regular e comercial, no próprio rio São Francisco e nos afluentes Corrente e Grande. Nos afluentes, com embarcações de médio e pequeno porte.

Em relação à navegação, o São Francisco é dividido em dois trechos, Médio São Francisco e Baixo São Francisco.

O médio São Francisco é dividido em três subtrechos, com condições distintas de navegabilidade, de Pirapora a Pilão Arcado Velho-BA, com 1.015 km, de Pilão Arcado Velho-BA à Barragem de Sobradinho-BA, com 314 km e de Sobradinho-BA à Petrolina-PE/Juazeiro-BA, com 42 km.

No subtrecho compreendido entre Pirapora-MG e Pilão Arcado Velho-BA, o Rio São Francisco apresenta condições bastante distintas entre o período de chuvas e o de estiagem. Na cheia, o leito é longo e regular, com grandes estirões de navegação, exceto na área mineira, onde além de ligeiramente sinuoso, apresenta regiões com inúmeras ilhas. No período de estiagem, a área molhada é menor e o canal se desenvolve entre bancos de areia móveis e nos locais de transposição de uma margem para outra se formam altos fundos arenosos, denominados travessões, que acarreta dificuldades de manobras das embarcações de maior porte, tipo comboio integrado.

O baixo São Francisco é navegável em 208 km, entre a cidade de Piranhas-AL e a foz. Apresenta navegação comercial ainda incipiente.

Com informações do Brasil Escola e da Administração da Hidrovia do São Francisco

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