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NOTÍCIAS - CAROÇO DE ALGODÃO

Linter

O linter de algodão é constituído por uma camada de fibras curtas que ficam aderidas à superfície das sementes de algodão. Após a retirada das fibras longas, estas possuem larga aplicabilidade, como na fabricação de papel moeda e, em geral, para a produção de algodão hidrófilo e tecidos cirúrgicos.

O linter é rico em complexos orgânicos de carbono. Por ser um resíduo lignocelulósico, constitui-se de três grupos de polímeros: celulose, hemicelulose e lignina. Em virtude do alto teor de celulose (cerca de 98%), o linter pode ser convertido a açúcares fermentescíveis por meio de um pré-tratamento termoquímico, sendo estes açúcares convertidos em energia.

Na semente do algodão, 40% de sua massa são fibras, enquanto os 60% restantes são de caroço. O teor de linter, no caroço de algodão, pode variar de 4% a 8% em massa que, em geral, é prensado juntamente com o caroço para extração de óleo e produção da torta de algodão.

Com informações do Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

Desafios ao Fortalecimento da Cadeia do Algodão: o Caso da Região Oeste

Dentre as desvantagens do agronegócio homogêneo e em larga escala, nos moldes produtivistas, estão o uso intensivo dos recursos naturais, com a erosão do solo, sua dependência em insumos industriais e a pouca absorção de mão-de-obra no meio rural, que constitui uma ameaça à proliferação de favelas nos núcleos urbanos da região. Políticas de desenvolvimento local deveriam considerar a alternativa de reservar, no oeste, áreas para assentamento em minifúndios, com agricultura familiar e diversificada ao lado da grande propriedade voltada à produção de grãos em grande escala. Tende-se a concordar com Couto Filho (2004), segundo o qual esse tipo de arranjo poderia amenizar os problemas inerentes ao produtivismo do agronegócio.

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